quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

BLOG 2018/2 POSTAGEM I


quarta-feira, 29 de abril de 2015
   Hoje, enquanto relia o livro "O menino que aprendeu a ver", da Ruth Rocha, comecei a refletir sobre a minha trajetória inicial no PEAD. Em muitas situações me sinto como aquele menino que olha e não vê. E, aos poucos vai descobrindo caminhos e sentidos.
   Ainda tenho uma longa caminhada, mas sinto que também já tenho algumas conquistas. Para quem se sentia analfabeta nos ambientes virtuais, ter criado um blog, enviar trabalhos no moodle e participar de fóruns virtuais, é como ler as primeiras páginas de um livro.
   A leitura do livro também me fez refletir sobre o desafio do professor alfabetizador na sociedade letrada em que vivemos. Temos a tarefa de iniciar as crianças no fantástico, desafiador e desacomodador mundo do conhecimento acumulado pela humanidade...
   A construção da escrita foi um processo que levou milhares de anos, desde os primeiros riscos nas paredes das cavernas, até a simbologia fonética dos alfabetos. E saber que uma criança é capaz de reconstruir essa trajetória em sete ou oito anos é deparar-se com a incrível capacidade que nós, seres humanos, temos de aprender, e de aprender a aprender.
   E nosso desafio é ainda maior porque, além de decodificar os símbolos do alfabeto, juntá-los para dar-lhes sentidos, precisamos ajudá-los a descobrir as funções sociais da escrita na nossa sociedade; o poder que a capacidade de se apropriar do conhecimento tem para transformar suas vidas.
   O poder, pro exemplo, que a Ruth Rocha teve, em uma história para crianças, de me fazer pensar e me questionar sobre o meu papel como professora que tem paixão por ver as crianças descobrirem a leitura e o compromisso de fazer isso de maneira cada vez melhor.


     A necessidade de um novo olhar sobre a prática pedagógica foi se evidenciando ao longo do trajeto da formação em Pedagogia à medida em que se aprofundavam as leituras, debates e reflexões sobre os desafio da educação nos dias atuais.
        Essa mudança no olhar se deu principalmente sobre o aluno e como ele constrói suas aprendizagens, como ele pensa determinado conhecimento, determinada atividade, sobre o que o estimula ( ou não) que expectativas ele traz, c0mo ele se vê como individuo e como sujeito no ambiente escolar
      Esse olhar se principalmente pela escuta e reflexão sobre suas falas. Pela reflexão do que pode estar por traz de determinada atitude, pelo questionamento, não de que interroga e julga, mas de quem quer junto encontrar caminhos para a aprendizagem.
   Uma nova forma de olhar, de escutar, de questionar esta exigindo uma nova postura, um jeito diferente de perguntar, e ouvir, um tom de voz diferente, uma  expressão não de quem tem as respostas, mas de quem quer encontra- las  junto, sem convicções petrificadas, sem juízo de valor entre certo e errado, entre bom e mau, entre “ eu que sei” e “ você que não sabe”.
    Um novo olhar que comtemple as individualidades e os ritmos de cada um, que avalie cada um pelo que aprendeu a partir do que já sabia e não por aquilo que não aprendeu daquilo que eu ache que deva aprender.
      Afinal “ se submetemos os diferentes ritmos dos alunos a um único tempo de aprendizagens, produziremos a diferenciação do desempenho dos alunos” FREITAS, 2004.
    Um novo olhar também sobre a escola e seus novos papeis numa sociedade que é do conhecimento, mas também é da superficialidade, da efemeridade, da descartabilidade de produtos, de sujeitos e de  sentimentos. È para essa sociedade que a escola tem a função de preparar. E é dessa sociedade, muitas vezes excludente, competitiva, consumista e individualista que nós e nossos alunos viemos. Muitas vezes de lugares sociais opostos e por isso conflitantes.
    Como a escola e o professor e escola podem mediar essa relação entre o sujeito que se quer crítico livre, consciente e que a sociedade exige consumidor, maleável  e  manipulável e ao mesmo tempo empreendedor e inovador?
    Por causa disso entendemos a educação  como” um processo contínuo, complexo e sútil, marcado por profundas contradições e processos coletivos e permanentes de formação de cada indivíduo, o que se dá na relação entre os indivíduos e entre este e a natureza”

REFERÊNCIAS
FREITAS LUIZ C. A avaliação e as reformas  dos anos  de 1990 Educação& Sociedade Campinas, 2004
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/2180-8.pdf







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