terça-feira, 28 de junho de 2016

E por falar em brincar

    Revendo as aprendizagens sobre o brincar e o desenvolvimento das crianças e observando as crianças nas escolas em que trabalho e até mesmo na minha casa, me deparei com alguns questionamentos:

  •     Se Piaget, Freud, Froebel, Vogostsk, chegariam as mesmas conclusões que chegaram na época que fizeram seus estudos.    
  •     As nossas crianças pós modernas superestimuladas intelectualmente e tecnologicamente não terão um rombo no seu desenvolvimento social e emocional justamente por cona desses estímulos cada vez mais precocemente apresentados a elas.
  •     E as crianças que não tem acesso a esses estímulos (e felizmente ainda brincam com seu corpo, com os companheiros e com recursos do ambiente) terão como competir intelectualmente com aqueles que praticamente nascem num mundo hiper-desafiador?
  •     Até que  que ponto as brincadeiras mediadas pelos professores nas EMEIs, onde as crianças chegam cada vez mais cedo, não tem no seu princípio objetivos pedagógicos? Isso não acaba por reprimir a espontaneidade e criatividade dos pequenos?
    Enfim, voltamos sempre àquela questão, para mim fundamental: que tipo de ser humano todo avanço tecnológico, científico que a humanidade tem alcançado está formando? Serão esses pequenos ainda capazes de sentir a emoção de ver a bolita que sai de seus dedos alcançar a outra que está no chão de terra e assim poder ficar com ela, só pelo prazer de brincar?

domingo, 5 de junho de 2016

Desafios na sala de aula e aprendizagens no PEAD

   A cada ano quando voltamos de férias, sempre encontramos uma nova turma, com novos desafios e novas relações a serem construídas. De início é até normal nos depararmos com alguns conflitos até nos conhecermos e criarmos laços. Outros conflitos vão ocorrendo durante, mas quanto melhor nos conhecemos, mais fácil fica lidar com eles.
   No entanto, neste ano, estou tendo muito mais dificuldade em estabelecer essas relações e criar vínculos com e entre a turma.
   É uma turma pequena (14 alunos) e mesmo assim não estou conseguindo realizar um bom trabalho.
   Eles estão muito desmotivados com o estudo, têm grande dificuldade de concentração, baixíssima tolerância com frustrações (se não conseguem fazer uma atividade na primeira tentativa, desistem, jogam tudo longe, choram...). Mas o mais preocupante é a agressividade entre eles: qualquer olhar ou palavra é motivo para se ofenderem e até "partirem para cima um do outro".
   Estou tentando buscar alternativas nas aprendizagens do PEAD: jogos cooperativos, atividades com música, com literatura. E agora estou estudando a possibilidade de trabalhar com projeto de aprendizagem.
   Está difícil! Só propor a atividade ou jogo já é uma batalha. Mas continuarei tentando. Afinal eles só tem 10 anos. Se não conseguirem se relacionar e colaborar agora, penso que mais adiante será ainda mais difícil.
   Pretendo nas próximas postagens apresentar algumas atividades desenvolvidas com eles.