Mais uma vez uma leitura indicada pelo professor Dilmar conseguiu me deixar perplexa pela clareza com que expõe algumas noções que muitas vezes temos, mas que poucas vezes no damos conta com tanta propriedade.
Muitas vezes me dei conta de que a escola, da forma como está organizada, apenas contribui para manter a configuração social e a ordem estabelecida.
Em muito pouco ou quase nada uma cultura escolar marcada pela imposição de saberes considerados superiores pode contribuir para a transformação social.
O texto fez uma retomada de como se deu, historicamente, a construção dessa instituição pensada e organizada desde o início para doutrinar as novas gerações e moldá-las de acordo com o que, cada sociedade em cada tempo, considerou adequado para manter a divisão de classes e o domínio de uma sobre a outra.
Se a escola é uma construção humana, nada impede que repensemos seu papel e sua organização à fim de que, diferente do que foi até hoje, possa ser um espaço de transformação que contribua para a formação de pessoas capazes de questionar a organização política, econômica e social e (re) pensar sua atuação no lugar em que vive.
É um grande desafio, cada vez mais urgente e necessário. E precisa começar, antes em cada um de nós.