Acredito que alguns temas que estão presentes no nosso cotidiano não podem ficar fora de nossas reflexões enquanto educandos e educadores.
Fico perplexa com alguns posicionamentos à favor da aprovação da maioridade penal no Brasil, especialmente quando esses posicionamentos vem de pessoas ditas "esclarecidas". Pior ainda quando vem daqueles que por pouco ou muito tempo convivem com as "vítimas" dessa lei: os professores.
É difícil acreditar que alguém com o mínimo de bom senso acredite que engaiolar os nossos adolescentes seja a solução para a violência e a criminalidade em que eles estão envolvidos. Os jovens que mataram meu ex-aluno com uma pedra há algumas semanas atrás são vítimas da nossa sociedade hipócrita, preconceituosa e individualista, quanto o menino que eles mataram. O pior é que eles não sabem disso.
O adolescente que entra em nossas casas para roubar nossos bens e trocá-los por drogas, não quer nossos bens e nem as drogas. Ele só quer ser visto por nós.
"Se não vejo numa criança, uma criança é porque alguém a violentou antes, e oque vejo é o que sobrou de tudo que lhe foi tirado." (Betinho)