segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Ciências nas séries iniciais

   Entendendo a aprendizagem como um processo ativo que demanda de quem aprende motivação e dedicação, fica evidente que o novo papel do professor de quem aprende junto, quem ajuda os alunos a construir conhecimentos novos ou a reelaborar conhecimentos prévios.
   Dentro dessa perspectiva o trabalho com Ciências nas séries iniciais oferece inúmeras oportunidades de estimular a curiosidade e a observação.
   Segundo os "Elementos conceituais e metodológicos para definição dos direitos se aprendizagem":
   "As crianças, antes mesmo do início de suas vidas escolares, já participam de conversas sobre questões relacionadas as Ciências, vivenciam fenômenos da natureza e fazem uso de aparatos tecnológicos. Quando falamos em alfabetização, é preciso considerar o papel da educação em Ciências da Natureza neste processo: temas instigantes atraem a atenção e o interesse dos estudantes para aprendizagem de ciências e também para aprendizagem da leitura e da escrita, trabalhando com atividades em que a criança seja convidada a se expressar perante os problemas que traz para a sala de aula ou a que a ela são propostos" (p101)
   Pode então o professor contribuir para que os alunos sejam autores de resultados e relatos de suas investigações, e leitores de textos sobre assuntos diversos, sejam envolvidos em atividades que se utilizam de formas variadas para registrar e representar o conhecimento, como desenhos, tabelas e gráficos no relato dos fenômenos estudados. Também pode estimular o uso de fontes variadas, incluindo entrevistas com a comunidade, consulta a livros periódicos e fontes digitais.
   Afinal, o objetivo de estudo é o ambiente e o próprio ser (aluno) nesse ambiente. Então a possiibilidade de motivar e estimular a aprendizagem são inúmeras.Resultado de imagem para criança fazendo experiencia

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Geografia nas séries iniciais
Assim como em história, em Geografia também ainda buscamos nos desfazer de uma concepção fragmentada e pronta de seu ensino. Entendemos por longo do tempo que ensinar geografia se centrava em descrever os locais e regiões como entes ímpares e completos em si.
A partir da década de 1970, no Brasil, iniciou-se um processo de renovação do ensino de geografia à fim de abordar as relações dinâmicas que ocorrem nos espaços na sua totalidade à partir do cotidiano dos alunos.
Assim podemos abordar o ensino de geografia nas séries iniciais sob a perspectiva do letramento.
Segundo Magda Soares: “(...) alfabetizar e letrar são duas áreas distintas, mas não inseparáveis, ao contrário do ideal: seria alfabetizar letrando, ou seja: ensinar a ler e escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, de modo que o indivíduo se tornasse ao mesmo tempo alfabetizado e letrado” (Soares, Magda, 2004 p)
Relacionando o domínio da leitura e da escrita às práticas sociais enfatiza-se a importância do ensino fundamental. Leitura de mapas, gráficos tabelas, informações jornalísticas estão presentas no cotidiano dos alunos e fazem parte do “mundo” da geografia. Portanto, é imprescindível o trabalho com essas ferramentas para contribuir na consolidação do processo de letramento.
Assim. O ensino de geografia deve propor os meios que permitam aprender e interpretar p espaço geográfico e se reconhecer como participantes desse espaço, que é dinâmico em constante transformação.


“O lugar e onde estão as referências pessoais e o sistema de valores que direcionam as diferentes formas de perceber e constituir o espaço geográfico. nÉ po intermédio dos lugares que se dá a comunicação entre o homem e o mundo”

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

História nas séries iniciais

O conceito de história como ciência que estuda o passado não contempla toda diversidade de relações que essa área do conhecimento traz embutida na forma como seus conceitos estruturais são trabalhados na escola.
O processo do trabalho com história, sempre esteve atrelado à ideia de educação e sociedade que se quer manter ou modificar. Por isso, por muito tempo a noção de nacionalismo com um ensino dessa disciplina centrado nas datas comemorativas e nos fatos a ela relacionados, predominou nas escolas.
Essa tradição, ainda presente nas escolas, tinha por objetivo formar uma ideia de pertencimento à uma nação e naturalização das relações de poder que nela se mantém.
Felizmente, à partir da nova LDB e dos PCNS, busca-se assumir uma nova perspectiva para o trabalho com essa disciplina. Preocupa mo nos mais em relacionar os problemas históricos relativos ao tempo e ao espaço com o cotidiano do aluno fazendo-o perceber as mudanças, permanências, simultaneidades e rupturas, a partir do seu entorno. Busca-se assim, auxiliá-los a construir sua identidade individual, família, social e coletiva, reconhecendo e respeitando as diferenças entre a sua e outras culturas.
A construção dos conceitos de tempo, sujeito, espaço e acontecimento histórico precisam ser construídos a partir da valorização do cotidiano social que permeia a vida dos alunos e sua relação com a experiência histórica de outros grupos, lugares e tempos.
Assim atenderemos a um dos objetivos do ensino de História presentes no PCN: “Dentro dessa perspectiva, o ensino de história tende a desempenhar um papel relevante na formação da cidadania, envolvendo a reflexão sobre a atuação do indivíduo em suas relações pessoais, com o grupo de convívio, suas afetividades e sua participação no coletivo” (Parâmetros Curriculares Nacionais – História e Geografia).