O conceito de história como ciência que estuda o
passado não contempla toda diversidade de relações que essa área do
conhecimento traz embutida na forma como seus conceitos estruturais são
trabalhados na escola.
O processo do trabalho com história, sempre
esteve atrelado à ideia de educação e sociedade que se quer manter ou
modificar. Por isso, por muito tempo a noção de nacionalismo com um ensino
dessa disciplina centrado nas datas comemorativas e nos fatos a ela
relacionados, predominou nas escolas.
Essa tradição, ainda presente nas escolas, tinha
por objetivo formar uma ideia de pertencimento à uma nação e naturalização das
relações de poder que nela se mantém.
Felizmente, à partir da nova LDB e dos PCNS,
busca-se assumir uma nova perspectiva para o trabalho com essa disciplina.
Preocupa mo nos mais em relacionar os problemas históricos relativos ao tempo e
ao espaço com o cotidiano do aluno fazendo-o perceber as mudanças,
permanências, simultaneidades e rupturas, a partir do seu entorno. Busca-se
assim, auxiliá-los a construir sua identidade individual, família, social e
coletiva, reconhecendo e respeitando as diferenças entre a sua e outras
culturas.
A construção dos conceitos de tempo, sujeito,
espaço e acontecimento histórico precisam ser construídos a partir da
valorização do cotidiano social que permeia a vida dos alunos e sua relação com
a experiência histórica de outros grupos, lugares e tempos.
Assim atenderemos a um dos objetivos do ensino de
História presentes no PCN: “Dentro dessa perspectiva, o ensino de história
tende a desempenhar um papel relevante na formação da cidadania, envolvendo a
reflexão sobre a atuação do indivíduo em suas relações pessoais, com o grupo de
convívio, suas afetividades e sua participação no coletivo” (Parâmetros
Curriculares Nacionais – História e Geografia).
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