terça-feira, 17 de maio de 2016

Considerações sobre o ensino de libras na escola

    A aula de libras no PEAD foi mais uma daquelas que deixaram além de muitas aprendizagens, um gostinho de quero mais, um desejo se me aprofundar no assunto e de aprender essa língua.
    Inicialmente a "conversa" com uma pessoa que se expressa pela língua de sinais foi uma experiência ova para mim. E imaginar como as pessoas que nunca tiveram contato com a língua falada se expressem de maneira tão competente me faz pensar no quão ricas são as possibilidades que o cérebro humano tem de criar.
    Isso me remete à disciplina de corporeidade, vista no primeiro semestre. Que maravilhosa engenharia somos nós seres humanos? Até onde podemos chegar? É fantástico!
    Conhecer a história e a luta da comunidade surda pelo reconhecimento de sua língua, e pela -digamos assim- acessibilidade de sua comunicação também foi bastante interessante.
    Interessante no sentido de que, quando vemos um anúncio, por exemplo, traduzido em libras, dificilmente nos damos contato de todo processo que permitiu a inclusão daquela tradução nos MCS.
    Me convenci que o ensino de libras na escola regular deve ser o próximo foco dessa luta desde cedo, a libras como uma língua reconhecida e que permite a comunicação como outra língua estrangeira, ajudaria a quebrar alguns tabus e desfazer alguns mitos.
    Sonho com o dia em que diferenças físicas, culturais, sociais possam realmente fazer a riqueza de aprendizagens que elas possibilitam para fazer de cada um de nós pessoas mais completas.

Considerações sobre musicalidade humana

    Algumas aprendizagens feitas no PEAD me surpreendem por sua profundidade bem coimo por sua obviedade.
    Uma dessas constatações foi feita na aula presencial da disciplina de música.
    Entender a música como uma produção essencialmente humana. Foi a constatação. Nenhuma outra espécie é capaz de produzir música. Mesmo as espécies (aves, especialmente) que emitem um canto, o fazem por instinto, e produzem sempre os mesmos sons.
    Sendo assim, a música, bem como as outras formas de linguagem são habilidades, a nível cerebral, extremamente complexas, mas, ao mesmo tempo podem ser bastante facilitadas pelo constante com elas.
    A música não é inata ao ser humano. Isso significa dizer que todos podemos aprender música: qualquer forma de expressão musical.
    Para isso é preciso primeiramente o contato constante, evidentemente, mas prazeroso com a música.
    A escola pode colaborar com isso, especialmente na ed. infantil e séries iniciais, mas também com adolescentes e adultos, oportunizar esse contato lúdico e diversificado com produções musicais.
    O foco nunca deve ser formar músicos (instrumentistas, compositores, cantores) nem ensinar teoria musical para ser cobrada em provas e avaliações. Isso tiraria todo prazer que poderia advir de qualquer atividade.
    O objetivo do ensino de música nas escolas, na minha opinião, deveria ser o de apresentar algumas das possibilidades que essa arte possibilita de expressão, de criação, de relação com o outro e consigo mesmo: rodas cantadas, cirandas de roda, coreografias, produção de instrumentos, possibilidades de música com o corpo seriam algumas dessas atividades.
    Para isso faz-se necessário aos professores buscar aperfeiçoar a sua formação nessa área.

domingo, 15 de maio de 2016

Literatura infanto-juvenil na escola

        Após participar da aula presenciar e ler (várias vezes) o texto: Nas tramas da literatura infantil, tenho pensado muito sobre a forma em que as obras produzidas para crianças e adolescentes chegam na sala de aula.
    Percebo que geralmente o que prevalece na escolha das obras é a qualidade visual (imagens, cores, etc). Sempre fui muito crítica a essa forma de escolher. Acho que um livro deve primeiro encantar pela história (poesia, descrição, etc). As imagens são mais um recurso.
    Também temos a tendência de escolher o livro pela mensagem que ele traz. Também tenho ressalvas a esse motivo de escolha. Acho que um livro para ser "trabalhado" na escola deve levar a criança a viajar pela imaginação, ter vontade de ler e conhecer mais.
    Eu tenho feito uso dos livros em sequências didáticas exatamente como motivadores para conhecer e produzir novos textos.
    Além disso acho importante ler simplesmente para degustar o prazer de ouvir uma história.
    Gosto bastante das obras enviadas pelo PNAIC e lamento que tenham sido renovados os acervos, pois a essa altura do ano, minha turma de 2° ano já leu e relou todos os livros.