Uma dessas constatações foi feita na aula presencial da disciplina de música.
Entender a música como uma produção essencialmente humana. Foi a constatação. Nenhuma outra espécie é capaz de produzir música. Mesmo as espécies (aves, especialmente) que emitem um canto, o fazem por instinto, e produzem sempre os mesmos sons.
Sendo assim, a música, bem como as outras formas de linguagem são habilidades, a nível cerebral, extremamente complexas, mas, ao mesmo tempo podem ser bastante facilitadas pelo constante com elas.
A música não é inata ao ser humano. Isso significa dizer que todos podemos aprender música: qualquer forma de expressão musical.
Para isso é preciso primeiramente o contato constante, evidentemente, mas prazeroso com a música.
A escola pode colaborar com isso, especialmente na ed. infantil e séries iniciais, mas também com adolescentes e adultos, oportunizar esse contato lúdico e diversificado com produções musicais.
O foco nunca deve ser formar músicos (instrumentistas, compositores, cantores) nem ensinar teoria musical para ser cobrada em provas e avaliações. Isso tiraria todo prazer que poderia advir de qualquer atividade.
O objetivo do ensino de música nas escolas, na minha opinião, deveria ser o de apresentar algumas das possibilidades que essa arte possibilita de expressão, de criação, de relação com o outro e consigo mesmo: rodas cantadas, cirandas de roda, coreografias, produção de instrumentos, possibilidades de música com o corpo seriam algumas dessas atividades.
Para isso faz-se necessário aos professores buscar aperfeiçoar a sua formação nessa área.

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