terça-feira, 17 de maio de 2016

Considerações sobre musicalidade humana

    Algumas aprendizagens feitas no PEAD me surpreendem por sua profundidade bem coimo por sua obviedade.
    Uma dessas constatações foi feita na aula presencial da disciplina de música.
    Entender a música como uma produção essencialmente humana. Foi a constatação. Nenhuma outra espécie é capaz de produzir música. Mesmo as espécies (aves, especialmente) que emitem um canto, o fazem por instinto, e produzem sempre os mesmos sons.
    Sendo assim, a música, bem como as outras formas de linguagem são habilidades, a nível cerebral, extremamente complexas, mas, ao mesmo tempo podem ser bastante facilitadas pelo constante com elas.
    A música não é inata ao ser humano. Isso significa dizer que todos podemos aprender música: qualquer forma de expressão musical.
    Para isso é preciso primeiramente o contato constante, evidentemente, mas prazeroso com a música.
    A escola pode colaborar com isso, especialmente na ed. infantil e séries iniciais, mas também com adolescentes e adultos, oportunizar esse contato lúdico e diversificado com produções musicais.
    O foco nunca deve ser formar músicos (instrumentistas, compositores, cantores) nem ensinar teoria musical para ser cobrada em provas e avaliações. Isso tiraria todo prazer que poderia advir de qualquer atividade.
    O objetivo do ensino de música nas escolas, na minha opinião, deveria ser o de apresentar algumas das possibilidades que essa arte possibilita de expressão, de criação, de relação com o outro e consigo mesmo: rodas cantadas, cirandas de roda, coreografias, produção de instrumentos, possibilidades de música com o corpo seriam algumas dessas atividades.
    Para isso faz-se necessário aos professores buscar aperfeiçoar a sua formação nessa área.

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