sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

REFLEXÃO 9



quarta-feira, 2 de novembro de 2016

História nas séries iniciais

O conceito de história como ciência que estuda o passado não contempla toda diversidade de relações que essa área do conhecimento traz embutida na forma como seus conceitos estruturais são trabalhados na escola.
O processo do trabalho com história, sempre esteve atrelado à ideia de educação e sociedade que se quer manter ou modificar. Por isso, por muito tempo a noção de nacionalismo com um ensino dessa disciplina centrado nas datas comemorativas e nos fatos a ela relacionados, predominou nas escolas.
Essa tradição, ainda presente nas escolas, tinha por objetivo formar uma ideia de pertencimento à uma nação e naturalização das relações de poder que nela se mantém.
Felizmente, à partir da nova LDB e dos PCNS, busca-se assumir uma nova perspectiva para o trabalho com essa disciplina. Preocupa  mais em relacionar os problemas históricos relativos ao tempo e ao espaço com o cotidiano do aluno fazendo-o perceber as mudanças, permanências, simultaneidades e rupturas, a partir do seu entorno. Busca-se assim, auxiliá-los a construir sua identidade individual, família, social e coletiva, reconhecendo e respeitando as diferenças entre a sua e outras culturas.
A construção dos conceitos de tempo, sujeito, espaço e acontecimento histórico precisam ser construídos a partir da valorização do cotidiano social que permeia a vida dos alunos e sua relação com a experiência histórica de outros grupos, lugares e tempos.
Assim atenderemos a um dos objetivos do ensino de História presentes no PCN: “Dentro dessa perspectiva, o ensino de história tende a desempenhar um papel relevante na formação da cidadania, envolvendo a reflexão sobre a atuação do indivíduo em suas relações pessoais, com o grupo de convívio, suas afetividades e sua participação no coletivo” (Parâmetros Curriculares Nacionais – História e Geografia).





      Reflexão sobre a postagem
      Em tempos em que se fala sobre doutrinação ideológica nas escolas e questiona-se o papel das aulas de História no processo de escolarização é preciso reforçar seu papel indispensável na formação de cidadãos. Não cidadãos que vão ser. Mas como cidadãos que já são.
       Ser cidadão compreende  construir uma identidade dentro da sociedade. Identidade essa que  se forma pela compreensão dos processos que nos fazem estar aqui, nesta situação, neste tempo. Sem a compreensão que aquilo que somos é resultado de ações e relações que se deram e se dão no tempo e no espaço nos torna objetos da história de relações de poder que se  mantém.
    Para exercer plenamente a cidadania é preciso essa compreensão sobre esses processos a fim d intervir com consciência, responsabilidade e criticidade na própria história e na história da sociedade. Como  lembra Caniato, ( 1997. P.65) :
     A escola deve ser o lugar onde de maneira mais sistemática e orientada, aprendemos a Ler o Mundo e a interagir com ele. Ler o mundo significa aqui poder entender e interpretar o funcionamento da Natureza e as interações dos homens com ela e dos homens entre si. Na escola podemos exercitar, aferir e refletir sobre a ação que praticamos e que é feita sobre nós. Isso não significa  que só na escola se faça isso. Ela deve ser o lugar que praticamos a leitura de Mundo e a interação com ele de maneira orientada, crítica e sistemática.

    REFERÊNCIAS
     CANIATO, Rodolpho. Com Ciência na Educação. 3ª reimpressão. Campinas: São Paulo. Papirus, 1997


Nenhum comentário:

Postar um comentário