quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

BLOG 2018- POSTAGEM II


   A cidadania se aprende principalmente pela vivência e pela convivência. Ser cidadão é, antes de tudo, sentir-se como parte de uma sociedade. Não apenas usufruir dos direitos, mas também atuar como responsável pelo coletivo social e pelo ambiente.
   Se a pessoa se sente parte de um grupo, ela age para preservar e melhor o espaço desse grupo.
   A escola é o primeiro espaço, depois da família, onde o ser humano tem a possibilidade de conviver. Se, nesse espaço ele se sentir acolhido e ali for levado a refletir sobre o que faz, sobre o por quê e o como fazer, já será um grande aprendizado para a cidadania.
   Experiências de cooperação, de solidariedade e de autonomia na aprendizagem são, ao meu ver, imprescindíveis para se formar pessoas mais conscientes, mais críticas e também mais capazes de refletir sobre seus atos, de se colocar no lugar do outro e de ajudar na busca do bem comum.

   O que precisamos aprender, como educadores, é refletir como cada uma de nossas práticas pode ajudar nesse aprendizado.




"A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram.  Homens que sejam criadores, inventores, descobridores.  A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe."
Jean Piaget

         Muitas vezes, em minha prática e, mais ainda durante o estágio me veio essa indagação: “Como as atividades que eu proponho ajudam meus alunos a se constituírem como cidadãos?” “Como posso contribuir para que eles realmente se sintam como partes da sociedade e  que nela podem atuar ?” “Como leva-los a perceber que nossos atos e escolhas têm consequências que vão além  das paredes de nossas casas ou das ruas do nosso bairro?”
      Acho bem importante para essa reflexão  fazer referência ao que entendo com cidadania
e como cidadão. A referência a Paulo Freire e sua definição como meta da educação traz uma importante  ideia do que seria um cidadão. Ou seja um sujeito capaz de compreender como a sociedade se estrutura, analisar a quem essa sociedade serve e ser capaz de intervir nela para criar novas formas de  produzir sem explorar o outro e sem destruir o ambiente e estabelecer,novas e democráticas relações de trabalho e poder.
        Por isso ou seja para compreender porque as coisas estão de determinada forma ou são feitas de determinada maneira, acho importante o trabalho com linhas de tempo. Acredito que percebendo, por exemplo que as pessoas nem sempre produziram seu alimento como produzem hoje, nem sempre se locomoveram como atualmente, em outras épocas se vestiram ou falaram diferente do que falam hoje, as crianças comecem a se dar conta de que as coisas podem ser diferentes, que as transformações ocorreram e ocorrem por determinadas necessidades de alguns grupos. E sendo assim podem vir a ser diferentes.E que para ser diferente depende da efetiva participação dos “cidadãos” críticos, atuantes e livres.
      Entendo que meus alunos pré adolescentes ainda não são capazes de compreender toda essa trama que envolve cidadania, poder, interesses, mas começar  aperceber que existem mais de uma resposta que pode ser certa, ou mais de um caminho para se chegar a ela é fundamental para que no futuro não enrede na trama da verdade única ou de que as coisas são assim por que sempre foi assim.
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