quinta-feira, 14 de maio de 2015
Dia desses, assistindo uma reportagem
no Jornal Nacional sobre as cheias do Rio Amazonas e seus afluentes, e as
dificuldades das crianças das populações ribeirinhas em frequentar a escola, me
chamou a atenção a fala de uma menina, cuja mãe faz o percurso de casa até a
escola, oito vezes por dia, de canoa pelo rio, para não deixar os filhos
faltarem aula. A menina afirmou que valia à pena o risco e o sacrifício para
estudar e “um dia ser alguém na vida”.
Fiquei pensando:
- Se não estudar, ela não é ninguém?
- O que é para ela, “ser alguém na
vida”?
- O que é para nós, professores, ser
alguém na vida?
- Onde está o poder da escola em fazer
essa menina que vive no “fim do mundo” (na visão cosmopolita que temos do
mundo) em ser alguém?
- Na “era do conhecimento”, em que
vivemos, qual o espaço que essas populações tem para “ser alguém”; passar a
existir; ter espaço, sem deixar de ser quem são?
São questões para as quais estamos
sempre refletindo, e não sabemos o que e como responder. Qualquer que seja a
resposta, será sempre o início de novas reflexões, a busca de novos caminhos, a
construção de novos saberes. Não os saberes técnico-científicos da sociedade
moderna, mas os saberes da vida, que sempre se renovam
.
REFLETINDO
SOBRE A POSTAGEM
A Escola faz
diferença na vida das pessoas? Que diferença? Ela contribui, especialmente nas
comunidades populares, para uma mudança de vida, para o empoderamento desses
grupos? Damos, nós professores, as respostas que esses grupos esperam de nós
para ajuda-los a ser cidadãos?
Essas questões
sempre vem a tona quando se quer construir um projeto par educação, seja o Projeto Político Pedagógico, seja o projeto
de trabalho ou, como agora um Projeto de estágio.
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