quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

POSTAGEM 3


quinta-feira, 14 de maio de 2015
Dia desses, assistindo uma reportagem no Jornal Nacional sobre as cheias do Rio Amazonas e seus afluentes, e as dificuldades das crianças das populações ribeirinhas em frequentar a escola, me chamou a atenção a fala de uma menina, cuja mãe faz o percurso de casa até a escola, oito vezes por dia, de canoa pelo rio, para não deixar os filhos faltarem aula. A menina afirmou que valia à pena o risco e o sacrifício para estudar e “um dia ser alguém na vida”.
Fiquei pensando:
- Se não estudar, ela não é ninguém?
- O que é para ela, “ser alguém na vida”?
- O que é para nós, professores, ser alguém na vida?
- Onde está o poder da escola em fazer essa menina que vive no “fim do mundo” (na visão cosmopolita que temos do mundo) em ser alguém?
- Na “era do conhecimento”, em que vivemos, qual o espaço que essas populações tem para “ser alguém”; passar a existir; ter espaço, sem deixar de ser quem são?

São questões para as quais estamos sempre refletindo, e não sabemos o que e como responder. Qualquer que seja a resposta, será sempre o início de novas reflexões, a busca de novos caminhos, a construção de novos saberes. Não os saberes técnico-científicos da sociedade moderna, mas os saberes da vida, que sempre se renovam

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     REFLETINDO SOBRE A POSTAGEM
     A Escola faz diferença na vida das pessoas? Que diferença? Ela contribui, especialmente nas comunidades populares, para uma mudança de vida, para o empoderamento desses grupos? Damos, nós professores, as respostas que esses grupos esperam de nós para ajuda-los a ser cidadãos?
    Essas questões sempre vem a tona quando se quer construir um projeto par educação, seja  o Projeto Político Pedagógico, seja o projeto de trabalho ou, como agora um Projeto de estágio.


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