Durante muito tempo se pensou a educação escolar como uma atividade quase totalmente cognitiva. Achava-se ou se queria que o sujeito, ao entrar na escola pudesse se desfazer de seu corpo, e de suas emoções e levar apenas seu cérebro.
Hoje sabemos, e muito graças /ás pesquisas de Henri Wallon, que isso não é possível. Somos inteiros: mente e intelecto, e estamos inteiros nas relações que estabelecemos com o outro. Não poderia ser diferente na escolarização.
De acordo com o Capelato (2005) “a afetividade é a dinâmica mais profunda e complexa da qual o ser humano faz parte”. Como desconsiderá-la, então, na aprendizagem?
Mas também como mediar emoções, sentimentos e até mesmo paizões em grupos tão diversos? Especialmente sabendo-se que as relações de poder que ali ocorrem se construíram de maneira tão desigual: aquele que sabe, que tem o conhecimento, organiza, ensina, avalia e classifica aquele que não sabe.
A meu ver, há dois imperativos de transformação para tornar o processo ensino-aprendizagem que forme integralmente o ser humano.
Primeiramente, a aprendizagem não pode ser considerada uma atividade estalica. Se envolve um sujeito integral precisa de movimento, de afeto, até de conflitos porque a vida é feita deles e são eles que provocam mudanças.
Também é urgente que a escola seja um espaço democrático onde todos envolvidos no processo possam dele participar, opinar, decidir. Assim se começa a levar em conta as necessidades de quem deveria ser o protagonista neste espaço o aluno.
Referências:
CAPELATTO, Ivan Roberto. Educação com afetividade, de São Paulo. Fundação Educar D’Paschoal (2005).
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