Nesse papel, o educador precisa ter consciência da importância da afetividade na construção da aprendizagem.
Para Nallon (1979), duas funções básicas constituem a personalidade: a afetividade e a inteligência. A afetividade está relacionada às sensibilidades externas e se orientam em direção ao mundo social para a construção da pessoa; a inteligência por sua vez vincula-se às sensibilidades externas e está voltada para o mundo físico para construção do objeto.
Portanto o educador precisa ter consciência das relações afetivas com sensibilidade nos momentos de mediação cotidiana e assim construir uma educação mais humana.
A sensibilidade é necessária para perceber os interesses e necessidades da criança especialmente nos momentos de aprendizagem para criar meios de efetivá-la.
Como em qualquer relação também haverão conflitos, é preciso, nesses momentos, que o professor intervenha, ampliando as possibilidades de negociação. Mas, em todas situações, o professor precisa manter o respeito ao educando e a sua capacidade.
“O que se diz, como se diz, em qualquer momento e porquê -da mesma forma que o que se faz- afetam profundamente a relação professor-aluno é, consequentemente influenciam diretamente no processo de inter-relação, o comportamento do professor em sala de aula, através de suas intenções, crenças, valores, sentimentos, desejos, afeta cada aluno individualmente.” (LEITE e TASSONI, p. 11).
Referências:
GALVÃO, Izabel Henri Nallon: uma concepção dialética do desenvolvimento infantil; 2ª ed. Petrópolis – RJ, 1995.
NALLON, Henry (1973/1975). O desenvolvimento cognitivo da criança a partir da emoção. Revista Didática Sistêmica, vol. 5/ dezembro de 2006.
LEITE, Sérgio Antônio da Silva, TASSONI, Elvira Cristina Martins. A afetividade em sala de aula: condições de ensino e mediação do
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