"Inclusão é a nossa capacidade de entender e receber o outro e, assim ter o privilégio de conviver e compartilhar com pessoas diferentes de nós. A educação inclusiva acolhe todas as pessoas sem exceção. É para o estudante com deficiência física, para os que têm comportamento mental, para os superdotados, e para toda a criança que é discriminada por qualquer motivo. Costumo dizer que estar junto é se aglomerar no cinema, no ônibus e até na sala de aula com pessoas que não conhecemos. Já a inclusão é estar com, é interagir com o outro". MANTOAN, 2005, p.96.
Historicamente o tratamento das pessoas com deficiência passou do extermínio, ao banimento do convívio social nas instituições, passou pela "reabilitação" nas escolas especiais e atualmente passa pelo processo de inclusão que começou a tomar forma na Conferência Mundial sobre educação para todos em 1990, em Jomtien, na Tailândia.
A Constituição brasileira, no seu artigo 215, prevê a garantia e obrigatoriedade do acesso à educação as todos.
Esse artigo por si, já baliza a inclusão de pessoas deficientes na escola.
O movimento pela inclusão oportuniza a interação das crianças com deficiência com aquelas "normais" propiciando a ambas aprendizagens sobre convivência, respeito e cidadania.
"É essencial que os professores reconheças sua própria importância no processo de inclusão, pois a eles cabe planejar e implementar intervenções pedagógicas que dêem sustentação para o desenvolvimento das crianças" (Lima, 2006, p.123).
Referências:
LIMA, Priscila Augusta. Educação Inclusiva e igualdade social. São Paulo, Avercampo, 2006.
MANTOAN, Maria Teresa Eglér, Inclusão Escolar: pontos e contrapontos, Rosângela Gavioli Preeto. Valeria Amorim Arantes (Org); 5ed. São Paulo, Summus, 2006.
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