segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Interação com a deficiência

     Antes de ter contato com a realidade da inclusão, acreditava que existiria uma classificação diagnóstica que nos daria todas as características para encaixar cada criança deficiente numa "caixinha" e assim trabalhar para (con) formá-la de acordo com um padrão.
     Hoje, depois de conviver e trabalhar com algumas dessas crianças e fazer as leituras e reflexões sugeridas na interdisciplina "Educação de pessoas com necessidades educacionais especiais", vejo o quanto esse pensamento era ingênuo e até mesmo pernicioso para orientar a prática ao lidar com inclusão.
     Apesar dos laudos e diagnósticos, cada criança (deficiente ou não) é única no seu desenvolvimento, mas suas vivências nas suas experiências e nas suas relações.
     Os especialistas, por sua formação, geralmente vêem a deficiência antes de ver o ser humano.
     Cabe a nós, na escola, enxergar um ser humano com emoções, capacidades, expectativas que tem o direito de aprender para se tornar um cidadão autônomo, produtivo e feliz.
     Como fazê-lo? Eis o desafio.

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