Para ele, o conhecimento:
"não pode ser concebido como algo pré-determinado nem nas estruturas internas do sujeito, porquanto estas resultam de uma construção efetiva e continua, nem nas características pré-existentes do objeto, uma vez que elas só são conhecidas graças à mediação necessária dessas estruturas, e que essas ao enquadrá-las, enriquecem-nas. (PIAGET, 2007. p1)
Esses estudos de Piaget transformaram a maneira de conceber o desenvolvimento humano e deu origem às teorias construtivistas de aprendizagem.
Os estudos de Piaget, estavam mais relacionados às aprendizagens matemáticas. Mas a sua teoria serviu de aporte para a psicolinguista argentina Emilia Ferreiro pesquisar o processo de aquisição da leitura e escrita na criança.
Assim sendo, se a criança aprende na ação com objeto, o objeto da alfabetização é a lingua escrita. A criança precisa agir e interagir com ela (a escrita) para se apropriar de sua aprendizagem.
Na observação dessa ação da criança com a escrita. Emilia Ferreiro observou que a criança também passa por fases em que ela elabora hipóteses sobre essa aprendizagem.
E é na constante ação-reflexão que a criança evolui de uma fase para outra.
Referências:
FERREIRO, Emili9a; TEBEROSKY, Ana, Psicogênese da Língua Escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1985.
PIAGET, Jean; Epistemologia genética, Trad. Alvaro Cabral. 3ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
Olá, Rosangela. Gostaria que você descrevesse uma situação em sala de aula que, ao seu ver, exemplifica a construção do conhecimento acima destacada.
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