terça-feira, 21 de novembro de 2017

Inclusão, diversidade, desafios

    Ao nos aprofundarmos nos estudos sobre diversidade e inclusão, e ao observar as relações que acontecem na escola e na sociedade nos damos conta do desafio que é construir uma educação verdadeiramente democrática, que oportunize aprendizagens autonomia a todos.
    Não se)_ pode negar que houveram avanços nas últimas décadas. Algumas na própria legislação que ordena a educação com os decretos 10.639/08 que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História da África e das culturas afro-brasileiras no currículo da escolas e a lei que prevê a inclusão de pessoas com deficiência na rede regular de ensino. Outros pelas iniciativa e organização da própria comunidade escolas.
     No entanto também é verdade que a realidade da maioria das escolas está longe de atingir os objetivos previstos na lei.
    A escola, em geral, ainda mantém o modelo sólido e estruturado que marcou sua elaboração e construção: aquele que impõe um único modelo de cultura, privilegiando determinados padrões e saberes, e "transmitindo conhecimentos prontos e moldados".
    É essa estrutura, que apesar de aceitar a diversidade acaba por excluir quem não atinge os padrões de aprendizagens verdadeiras e significativas.
    "É facil perceber como, a escola, filha privilegiada do Iluminismo moderno, exerceu e continua exercendo um poderoso influxo etnocêntrico. A escola está reforçando de maneira persistente a tendência etnocêntrica dos processos de socialização, tanto na delimitação dos conteúdos e valores do currículo que refletem a história da ciência e da cultura da própria comunidade como na maneira de interpretá-los como resultados acabados, assim como na forma unilateral e teórica de transmití-los e no modo repetitivo e mecânico de exigir aprendizagem. " (Pérez Gomes, 2001, p. 35).
     O mesmo autor aponta que:
    (...) o objetivo de toda prática educativa -facilitar a reconstrução do conhecimento experencial do aluno- não pode se entender nem se desenvolver sem o respeito à diversidade, às diferenças individuais que determinem um dos processos de aprendizagem e desenvolvimento. (Pérez Gomes, 2001, p.67)
    Sendo assim a universalização do direito à educação com a consequente inclusão dos mais diferentes grupos, tribos, raças, credos e cores demanda uma nova estrutura escolar, com diferentes organizações, pedagógcas e práticas.


Referencias:
PEREZ GOMES A.I. A cultura escolar na sociedade neoliberal. Porto Alegre. ARTEMED, 2001.

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