Houve um tempo em que, especialmente nos municípios do interior e nas periferias, a escola desempenhava um papel nuclearizador da comunidade e de preservação e transmissão da cultura local.
A acelerada urbanização e industrialização, a democratização do acesso aos meios de comunicação e informação, a nuclearização de escolas foram gradativamente destituindo as escolas dessa função. O próprio termo comunidade ganhou novas acepções e é usado em diferentes contextos, às vezes confundido com o sentido de sociedade.
Uma profunda e verdadeira transformação da educação, que concretize a formação para cidadania passa, a meu ver, pelo resgate do papel da escola como espaço da comunidade. Não um espaço onde a escola imponha seus saberes e conceitos. Mas onde famílias, alunos, professores, gestão, funcionários, outros agentes construam juntos alternativas para melhoria da qualidade de vida e das relações em todos os seus espaços.
Participação, respeito, cooperação são valores que se constroem no seu próprio fazer. Uma escola de ação e gestão democrática o alicerce para essas construções.
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