De acordo com a interpretação de alguns gestores, a partir de 2016, todas as crianças que completarem quatro anos, deverão estar matriculadas e frequentando as escolas de ensino fundamental. Segundo eles, além de cumprir a determinação do plano nacional de educação, estarão oportunizando a essas crianças o pleno desenvolvimento de suas capacidades físicas, cognitivas e de socialização.
É inegável que na sociedade pós-moderna o espaço e o tempo para as infâncias viverem como tal, são cada vez mais reduzidos. Além disso, cada vez mais entendemos a infância como um tempo de preparação para a vida adulta, e para isso a escola seria o espaço ideal. (Será?).
No entanto, as reflexões da disciplina de "Infâncias de 0 a 10", fizeram-me levantar algumas questões que deixo aqui registradas:
- É para serem adultas que as crianças brincam, interagem, se movimentam, procuram, perguntam...?
- É desse tipo de espaço que elas precisam, ou mais uma vez nós, adultos racionais, estamos determinando o que é melhor para esses seres "incompletos e incapazes"?
- Que espaço as crianças terão na escola para fazerem as próprias descobertas e se manifestarem espontaneamente?
- Tem as escolas o espaço físico e os recursos necessários para essa faixa etária tão singular para essa faixa etária tão singular e ao mesmo tempo tão dinâmica?
Mais uma vez, ficam as questões.
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