O desafio apresentado no início do curso de Pedagogia de se
distanciar e lançar um novo olhar sobre a escola em que trabalhamos tem me
levado, mais que tudo, a refletir sobre minhas práticas na escola.
Sempre pautei meu trabalho pedagógico em ajudar meus alunos
a construírem suas aprendizagens e criarem estratégias para resolverem os
desafios que surgirem em suas caminhadas... Busquei sempre tornar suas
aprendizagens significativas, partindo da realidade em que vivem e de suas
experiências para aprofundar seus conhecimentos. Procurei manter a ética
profissional, ajudar e aprender com meus colegas, interagir com a comunidade e
buscar novos conhecimentos para aprimorar meu trabalho.
No entanto, após as leituras iniciais do curso e desse olhar
diferente que estou aprendendo a lançar sobre a escola, descubro que essa
maneira de trabalhar, embora considere qualificada e comprometida com a
individualidade de meus alunos, pouco tem contribuído para que esses indivíduos
se reconheçam como coletivo, se tornem sujeitos da cultura que eles vivenciam e
contribuam para construir uma sociedade que experiencie a diversidade e acabe
com as desigualdades.
Rever minha postura a essa altura da minha carreira parece
um contrasenso; deveria estar me acomodando e me preparando para a
aposentadoria. Mas os novos desafios estão conseguindo me mobilizar e fazer
novos projetos, me reciclar e tentar contribuir, nessa comunidade, para fazer
uma escola melhor.
Penso que esse desafio foi lançado a todas as colegas do curso: olhar atentamente para as escolas onde atuam, rever suas posturas e condutas,...
ResponderExcluirCom certeza, no decorrer de nossa caminhada, passaremos por inúmeras mudanças, as quais nos tornarão seres ainda melhores, profissionais ainda mais comprometidos com o seu fazer.
Dá trabalho, exige comprometimento e envolvimento sem limites, mas creio que valerá a pena.