A alfabetização é um processo de construção do conhecimento onde o aluno precisa reconstruir o processo de leitura e escrita percorrido pela humanidade.
Um sujeito é considerado alfabetizado quando se apropria do sistema de escrita alfabética e é capaz de traduzir em sons o que está representado por escrito.
Alfabetizar também é um processo político que promove a cidadania e a autonomia. De acordo com Ferreiro, "aprender a ler e a escrever, em uma sociedade letrada, tem o significado de apropriação de poder, de um instrumento que permite participar na sociedade como um cidadão pleno e não como cidadão pela metade." (1990. p.69).
Na sociedade letrada em que vivemos, ensinar apenas a ler mecanicamente e escrever apenas em contextos escolares, não responde à necessidade que o ser humano tem para atuar na sociedade de maneira crítica e autônoma.
Uma alfabetização significativa deve preparar para leituras e escritas que atendam às funções sociais das mesmas.
Na escola, precisamos oportunizar leituras e produções reais e significativas, assim como ouvimos para falar, devemos cumprir essa relação entre escrever para ser lido e ler para escrever melhor, utilizando a função prática da linguagem em nossa sociedade.
A alfabetização e o letramento são processos complementares que se relacionam, e um facilita a aquisição do outro: quanto mais fluência se adquirir na leitura, mais nos apropriamos do sentidos do que está escrito; quanto mais compreendemos os sentidos, mais fluente se torna nossa leitura.
Por isso, cabe à escol, nas suas mediações de aprendizagens, não perder o foco nessas perspectivas: alfabetizar para letrar e letrar para a alfabetização ter sentido.
Olá Rosângela! Muito bom o teu blog e tuas colocações sobre alfabetização. Espero que a interdisciplina seja produtiva para tua prática pedagógica. Abraços, Josele.
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