Uma das principais características da infância o é seu envolvimento com o lúdico.
Lúdica é a atividade que compreende os conceitos de brincadeira, jogo e brinquedo. De acordo com Friedmann (1992):
"brincadeira refere-se basicamente à ação de brincar, ao comportamento espontâneo que resulta de uma atividade não estruturada; jogo é compreendido como uma brincadeira que envolve regras; atividade lúdica abrange, de forma mais ampla os conceitos anteriores." (Friedmann, 1992, p.12).
Dentro do processo de alfabetização, a ludicidade precisa ser reconhecida como ação necessária à expressão infantil e não somente como recurso didático para atividades pedagógicas.
As atividades lúdicas permitem que a criança reconstrua criativamente sentimentos e conhecimentos e elaborem novas possibilidades de interpretação e representação do real. Ou seja, a criança se apropria do mundo pelos brinquedos e jogos, mediados pelas relações humanas que as cercam.
Embora os estudiosos da educação defendam as atividades lúdicas como recursos para o desenvolvimento de ações pedagógicas significativas, como aquisição da leitura e da escrita, conceito matemáticos, é preciso evitar a didatização da ludicidade. Compreende o brincar e jogar apenas como recurso didático empobrece o seu significado e tira a sua essência de atividade prazerosa. Além disso, a didatização descaracteriza a atividade lúdica, fazendo com que as crianças a evitem e desistam dela.
É preciso encontrar um ponto de equilíbrio entre o brincar e jogar para se expressar e as atividades propostas com o objetivo de estimular a aprendizagem.

Que interessante Rosângela, nunca havia me apercebido dessa relação entre ludicidade e didatismo!
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