segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

    Hoje nos parece que a escola disputa com os MCS, as redes sociais o interesses dos jovens. Realmente, as novas tecnologias permitem o acesso imediato a qualquer tipo de informação de forma mais interessante, pois provoca a gratificação sensorial: visual e auditiva. O telespectador não precisa do esforço da imaginação e da reflexão. E sem esse esforço acaba-se por "engolir" qualquer tipo de informação que já se vem pronta, embutida dos conceitos, pré-conceitos, opinião e ideologia de quem a produziu.
    Diante da realidade posta, à escola se impõe o papel de promover a reflexão sobre a informação, de compreender como é para que ela é produzida.
    "A educação escolar não se limita a fazer uma seleção entre os saberes e os materiais culturais disponíveis num dado momento, ela deve também, para torná-los efetivamente transmissíveis, efetivamente assimiláveis às jovens gerações, entregar-se a um imenso trabalho de reorganização reestruturação ou de transposição didática. " (Forquin, 19993, p. 16)
    "Ensinamos" não apenas por aquilo que planejamos com conteúdo a ser aprendido. As nossas atitudes, nossa postura, as relações que ocorrem dentro da escola dizem muito mais ao aluno do que aquilo que efetivamente consideramos como "aula".
    Concluímos então que é necessária uma mudança na cultura escolar, onde a organização das disciplinas, conteúdos, as práticas pedagógicas e a gestão passem por uma reconstrução com a participação de toda comunidade. Uma mudança que precisa ocorrer de dentro para fora, à partir da realidade de cada comunidade.
   
    Referências:
FORQUIN, Jean Claude. Escola e Cultura: as bases sociais e epistemológicas do conhecimento escolar. Porto Alegre, Artes Médicas; 1993.

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