quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Dislexia

    "O aprendizado da leitura e escrita constitui-se numa importante etapa do desenvolvimento integral do homem, sendo mesmo considerado como uma das tarefas de desenvolvimento psicossocial onde seu papel comunicativo, implicito na linguagem da qual forma parte indissolúvel a leitura e a escrita, permite que, segundo Freire (1973) e outros (...) o homem possa exercer de forma plena, liberta e consciente, seus papeis sociais e políticos (...) Souza Lobo Guzzo" (Apud RAPPORT, 1985, p.72,73).
    Considerado um distúrbio específico da aprendizagem (DEA), a dislexia se caracteriza pela incapacidade manifesta de forma significativa para aprender a ler no mesmo período de tempo com o mesmo ritmo que o demais colegas de turma, nas mesmas condições externas de ensino e em ausência de condições neurológicas relevantes que comprometam sua possibilidade de aprender.
    A dislexia geralmente é detectada e consequentemente diagnosticada em idade escolar, principalmente nas primeiras séries às partir da exigência da alfabetização.
    A educação dos alunos com dislexia traz desafios aos métodos e propostas curriculares das escolas.
    O aluno com TEA, especificamente a dislexia, precisa de avaliação, diagnóstico e acompanhamento de longo prazo por equipe interdisciplinar especializada. Mas isso está longe da realidade da grande maioria das escolas do país. E por isso, na maioria das vezes, a criança, as famílias e escolas tem que lidar com frustração de uma vida escolar marcada pelo fracasso na aprendizagem? não pela incapacidade do sujeito, pela falta de estímulo da família ou pela incompetência do professor. Mas pela falta de ferramentas adequadas para lidar com esses distúrbios. 

    Referências:
    DIAZ, Félix. O processo de aprendizagem e seus transtornos, EDUFBA, 2011 (p. 300 - 312)
    RAPPAPORT, Regina. et al. Psicologia da aprendizagem: São Paulo. Pedagógoca Universitária, 1985, V.9III

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