domingo, 24 de abril de 2016

O brincar do mundo pós-moderno (Ou refletindo porque nossas crianças não brincam como nós)

   Após a aula presencial de Ludicidade as discussões e os vídeos assistidos, resolvi acompanhar o recreio nas escolas onde trabalho. Meu objetivo era registrar brincadeiras que ainda estivessem presentes no dia-a-dia de nossas crianças.
   Mas, para minha tristeza não foi isso que vi: Os meninos na quadra correm atrás da bola e constantemente alguns param para agredir e xingar; enquanto as meninas correm pelo corredor se puxando de um lado para o outro. De brincadeira com alegria, espontaneidade e companheirismo, nem sinal.
   Então comecei refletir e buscar causas para esse comportamento. Talvez esteja fazendo uma leitura um pouco restrita de uma situação. Mas acredito que podemos tirar algumas conclusões.
   Primeiramente podemos concluir que o comportamento das crianças é uma reflexo da sociedade em que vivemos: Então o individualismo, a competição e a intolerância são marcas também presentes no brincar das crianças.
   Podemos também associar à falta de brincadeiras de que as crianças são criadas cada vez mais sozinhas, acompanhadas apenas pela televisão e computador. Sendo assim elas tem dificuldade de socialização e cooperação. A falta de espaço, a insegurança podem estar colaborando com para essa individualização.
   Os brinquedos prontos e estruturados que são d fácil acesso para as crianças também acabam por limitar sua criatividade e espontaneidade.
   Enfim são inúmeras causas que poderiam justificar o fato de que nossas crianças já não sabem brincar.
   O que é realmente de se lamentar é que a escola não oferece um contraponto a essa realidade. A crianças ficam três horas e meia confinadas nas salas de aula realizando atividades individuais e nas meia hora restante queremos que eles sejam alegres, espontâneos, companheiros...

Um comentário:

  1. Oi Rosângela,

    Bem interessante sua reflexão!

    De que forma você acha que podemos transformar essa vivência do brincar moderno ou do não brincar?
    Abraço, Tutora Tais

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