Após a aula presencial de Ludicidade as discussões e os vídeos assistidos, resolvi acompanhar o recreio nas escolas onde trabalho. Meu objetivo era registrar brincadeiras que ainda estivessem presentes no dia-a-dia de nossas crianças.
Mas, para minha tristeza não foi isso que vi: Os meninos na quadra correm atrás da bola e constantemente alguns param para agredir e xingar; enquanto as meninas correm pelo corredor se puxando de um lado para o outro. De brincadeira com alegria, espontaneidade e companheirismo, nem sinal.
Então comecei refletir e buscar causas para esse comportamento. Talvez esteja fazendo uma leitura um pouco restrita de uma situação. Mas acredito que podemos tirar algumas conclusões.
Primeiramente podemos concluir que o comportamento das crianças é uma reflexo da sociedade em que vivemos: Então o individualismo, a competição e a intolerância são marcas também presentes no brincar das crianças.
Podemos também associar à falta de brincadeiras de que as crianças são criadas cada vez mais sozinhas, acompanhadas apenas pela televisão e computador. Sendo assim elas tem dificuldade de socialização e cooperação. A falta de espaço, a insegurança podem estar colaborando com para essa individualização.
Os brinquedos prontos e estruturados que são d fácil acesso para as crianças também acabam por limitar sua criatividade e espontaneidade.
Enfim são inúmeras causas que poderiam justificar o fato de que nossas crianças já não sabem brincar.
O que é realmente de se lamentar é que a escola não oferece um contraponto a essa realidade. A crianças ficam três horas e meia confinadas nas salas de aula realizando atividades individuais e nas meia hora restante queremos que eles sejam alegres, espontâneos, companheiros...
Oi Rosângela,
ResponderExcluirBem interessante sua reflexão!
De que forma você acha que podemos transformar essa vivência do brincar moderno ou do não brincar?
Abraço, Tutora Tais