Impossível, nos dias atuais, ouvir os meios de comunicação, ou entrar numa conversa sem que se fale em crise. Parece que em todos os lugares, em todos os setores da sociedade, em todas dimensões de nossa vida imperam o negativismo a descrença, as incertezas e as dificuldades.
São as denúncias de corrupção na política, a inflação e desemprego na economia, as epidemias, falta de remédios e vagas na saúde, as enchentes numa região, seca na outra, transtornos climáticos.
Em nível mundial são os imigrantes na Europa, as guerras e guerrilhas na África e Oriente Médio, os atentados em qualquer lugar a qualquer hora...
E no nosso dia-a-dia é a violência, o medo, o stress, as incertezas.
Na sociedade é a intolerância, o preconceito, o individualismo, a instabilidade nas relações...
E a escola, como fica? O que ensinar se já, não sabemos o que é concreto. como ensinar crianças e jovens que não querem o esforço de descobrir para aprender? Para que ensinar se a sociedade em transformação dificulta os espaços para a manifestação, para a pesquisa, para a cooperação?
Se é verdade que é do caos que surge o novo, estamos sem dúvida na eminência de um novo mundo, com novos paradigmas, novos valores, novas relações.
Se serão melhores, mais justas, mais humanas, mais solidárias, depende das aprendizagens que fizermos do momento que vivemos.
E é essa nossa árdua, urgente e imprescindível tarefa enquanto professores. Preparar homens capazes de concretizar esse novo mundo. Homens sujeitos de sua história, atores de sua vida, protagonistas da esperança, da fraternidade e da sua felicidade.

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