terça-feira, 12 de maio de 2015

O desafio da diversidade na escola – I

  A constituição de 1988 trouxe várias conquistas e avanços em termos de direitos sociais e de organização e participação política.
   Um dos avanços mais significativos foi a universalização do acesso à educação escolar.
   Com essa universalização, a escola passou a receber alunos que apresentam uma enorme diversidade de experiências culturais, de formas de percepção do mundo. Há também as diversidades biológicas (étnico-raciais) e os chamados “portadores de necessidades especiais”. Essa diversidade de público demanda da escola um currículo que atenda essa universalidade, sem privilegiar ou excluir ninguém.
   A forma mais nociva de se excluir um grupo ou um indivíduo é não reconhecer a diversidade que os constituem.
   Negar o racismo, a homofobia, o preconceitos com as classes mais populares e seus saberes, é negar a esses grupos ou indivíduos o seu direito a reivindicar respeito e aceitação. Afinal, se “não existe racismo no Brasil”, por que criar leis que garantam acesso a negros e pardos às universidades, por exemplo?
   Garantir direitos a grupos historicamente excluídos é um dos papéis da escola, enquanto espaço, não só de aprendizagem, mas também de formação para a cidadania.

4 comentários:

  1. Um fato que me deixa intrigado é que o que você descreveu é falado e até mesmo escrito em currículos de muitas escolas. Contudo, não me parece que o que é dito é muito levado em consideração na hora de planejar estratégias concretas para a implementação de tais direitos.

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    1. Concordo contigo. Muitas vezes em nossas ações temos dificuldade e resistência em ter uma postura de respeito e aceitação ao diferente. Até pouco tempo atrás eu tina pouquíssima clareza em comprender a ação afirmativa

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Nossa, muito verdadeiro esse teu post, me fez pensar e refletir sobre o cotidiano das escolas. Temos muitos desafios, de fato. O que me deixa aflita é pensar de que maneira trabalhar com a diversidade de forma a não tornar todos os alunos iguais, sim, porque eles não são iguais. De que modo poderemos ser mais democráticos, valorizando-os em suas vivências e experiências?
    Realmente, a formação continuada de professores é muitíssimo importante, para que dessa forma e pela troca de vivências possamos trabalhar da melhor forma com os nossos educandos.

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