A constituição de 1988 trouxe várias
conquistas e avanços em termos de direitos sociais e de organização e
participação política.
Um dos avanços mais significativos foi a
universalização do acesso à educação escolar.
Com essa universalização, a escola passou
a receber alunos que apresentam uma enorme diversidade de experiências
culturais, de formas de percepção do mundo. Há também as diversidades
biológicas (étnico-raciais) e os chamados “portadores de necessidades especiais”.
Essa diversidade de público demanda da escola um currículo que atenda essa
universalidade, sem privilegiar ou excluir ninguém.
A forma mais nociva de se excluir um
grupo ou um indivíduo é não reconhecer a diversidade que os constituem.
Negar o racismo, a homofobia, o
preconceitos com as classes mais populares e seus saberes, é negar a esses
grupos ou indivíduos o seu direito a reivindicar respeito e aceitação. Afinal,
se “não existe racismo no Brasil”, por que criar leis que garantam acesso a
negros e pardos às universidades, por exemplo?
Garantir direitos a grupos historicamente
excluídos é um dos papéis da escola, enquanto espaço, não só de aprendizagem,
mas também de formação para a cidadania.
Um fato que me deixa intrigado é que o que você descreveu é falado e até mesmo escrito em currículos de muitas escolas. Contudo, não me parece que o que é dito é muito levado em consideração na hora de planejar estratégias concretas para a implementação de tais direitos.
ResponderExcluirConcordo contigo. Muitas vezes em nossas ações temos dificuldade e resistência em ter uma postura de respeito e aceitação ao diferente. Até pouco tempo atrás eu tina pouquíssima clareza em comprender a ação afirmativa
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ExcluirNossa, muito verdadeiro esse teu post, me fez pensar e refletir sobre o cotidiano das escolas. Temos muitos desafios, de fato. O que me deixa aflita é pensar de que maneira trabalhar com a diversidade de forma a não tornar todos os alunos iguais, sim, porque eles não são iguais. De que modo poderemos ser mais democráticos, valorizando-os em suas vivências e experiências?
ResponderExcluirRealmente, a formação continuada de professores é muitíssimo importante, para que dessa forma e pela troca de vivências possamos trabalhar da melhor forma com os nossos educandos.