Enquanto construía o retrato da escola, teve o início o ano letivo e, com ele, as reuniões de planejamento. E nelas ficou evidente o maior desafio da escola: MELHORAR OS ÍNDICES DO IDEB (que melhoraram em relação à avaliação anterior, mas ainda são os mais baixos do município).
Também ouvi, no sábado, uma pesquisa em que entre as escolas com melhores no ENEM, não havia escolas públicas, estaduais ou municipais. E também não consta nenhuma escola gaúcha.
Só esses dados já são suficientes para tirar o sono de quem trabalha na educação.
E a primeira questão é: dentro de contextos tão diferentes, de tamanha diversidade cultural e social, de construções históricas tão distintas, a mesma avaliação servir de parâmetro para um país tão imenso e tão diverso?
Se os estudiosos da avaliação escolar preconizam que é preciso se levar em conta a realidade de cada um, que é preciso respeitar e valorizar os saberes de cada comunidade, como é que espera-se que todos os alunos de 6 a 7 anos do país deem as mesmas respostas para as 20 questões da "Provinha Brasil", por exemplo?
Nas questões de múltipla escolha dessas avaliações, onde se evidenciam as construções e reflexões feitas pelos alunos?
Mais questões! Mais reflexões! Tenho muito há estudar.
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