segunda-feira, 19 de junho de 2017

Refletindo sobre avaliação... novamente

    Ao chegar ao final do trimestre nas escolas, ao refletir sobre os resultados, mais uma vez começo a me questionar sobre o sentido da avaliação e o que realmente se está avaliando na escola.
    Para buscar referências sobre essa reflexão busquei num artigo do professor Celso Vasconcelos e num texto da professora Jussara Hoffmann, contextualizações sobre a necessidade de se mudar o foco dessa questão tão desafiadora na educação contemporânea.
    De acordo com Vasconcellos "Muitas têm sido as tentativas de mudança na avaliação. No entanto, musa-se, muda-se e não se consegue transformar a prática."
    Ainda de acordo com o autor, o que precisa-se mudar é a intencionalidade da avaliação. A avaliação com o objetivo de medir a aprendizagem e classificar o aprendiz torna-se excludente na medida em que o "educando de fecha, bloqueando sua capacidade de aprender".
    É preciso priorizar o caráter mediador da avaliação. Isto é entender a avaliação como processo de análise da realidade e de mediação para manter ou alterar a prática em função da finalidade pretendida.
     Me ocorre uma metáfora (não sei se ouvi em algum lugar ou surgiu na minha mente): Imagine um professor com uma turma de crianças ensinando-os a nadar. Depois de treinos exaustivos, uso de técnicas modernas, repetições de movimentos, chega a hora da avaliação: as crianças deverão atravessar um rio de uma margem à outra, mostrando o que aprenderam.
    Na avaliação classificatória os primeiros a chegar ao outro lado serão bem classificados, os mais lentos deverão retornar às aulas e os que não conseguiram aprender ficarão pelo caminho.
    Na avaliação com caráter mediador o professor e os alunos buscarão juntos alternativas para que todos cheguem ao outro lado. Mas isso não significa deixá-los sair da escola "sem saber nada".

Referências:
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Avaliação limites e possibilidades.
HOFFMANN, Jussara. Grandes Pensadores em educação e desafio da aprendizagem, da formação moral e da avaliação, 2ª edição. Ed. Mediação, Porto Alegre, 2002.

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