segunda-feira, 29 de maio de 2017

Ser Professor na Pós-modernidade

    Considero sempre relevante repensar sobre o papel do professor e da escola no contexto político e social que estamos vivendo.
    Quando acessamos qualquer projeto relacionado à educação sempre é referido como objetivo a formação de cidadãos críticos, autônomos, conscientes e participativos. Isso requer do professor mais do que conhecimento técnico-metodológico sobre o ato de ensinar.  Também não basta ter "vocação" para fazê-lo. Além dessas capacidades, a docência na modernidade requer uma responsabilidade político social com os sujeitos de sua ação.
    Isso faz do "ser professor" uma das profissões mais complexas da contemporaneidade.  Pedro Demo (2004) afirma que ser profissional da educação hoje é, acima de tudo, saber continuadamente renovar sua profissão.
    Esse desafio se torna muito maior num tempo em que o projeto neoliberal de poder através de seus mecanismos de controle social faz dessa profissão uma das mais desvalorizadas e criticadas da sociedade.
    Ao mesmo tempo em que se delega à escola e aos professores cada vez mais tarefas na formação das crianças, se retira dela recursos e autonomia para cumpri-las com qualidade. Para encarar esses desafios, se faz necessário que o professor desenvolva 4 aprendizagens fundamentais, que Delors define como: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser.
    Afinal como afirma Freire (1973)
    "O professor autoritário, o professor licencioso, o professor competente, o professor incompetente, irresponsável, o professor amoroso da vida e das gentes, o professor mal amado, sempre com raiva do mundo e das pessoas, frio, burocrata, racionalista, nenhum deles passa pelos alunos sem deixar a sua marca."

Referências:

DELORS, M. G. Ofício de mestre: imagens e autoimagens. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2000.

DEMO, Pedro. Revista Profissão Mestre. Curitiba, Paraná, ano 6. n° 61. p. 18- 26. Out. 2004.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 37ª. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2008.

Um comentário:

  1. Acredito que a tecnologia aliada à educação vem para transformar o modo de lecionar dos professores pós-modernos, como também, a forma de aprender dos nossos alunos, potencializando seus aspectos criativos, por meio da linguagem da animação e dos discursos, atuando como emissor e codificador de mensagens.

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