As ideias que aqui compartilho são do artigo "Em busca da aprendizagem criativa" de Tiago J. B. Eugênio e Cristina Mattos Assumpção da resvista Psique, ed. 134, ano 11.
Já se sabe que a aprendizagem é um processo de construção individual que se dá internamente mas motivado por estímulos externos. Estes estímulos provocam a motivação emocional necessária à aprendizagem. Sendo assim, a função do professor não é mais considerada a de quem ensina, mas a de quem provoca os estímulos que levam a essa construção.
Também já se sabe que uma das capacidades mais importantes para se lidar com a realidade de um mundo em constante transformação e que a todo instante apresenta novos desafios é a criatividade.
E quem acompanha o desenvolvimentos das crianças observa o que o americano Jonah Leher constatou em seus estudos com crianças em idade escolar: a medida em que avançam em sua escolarização, a sua criatividade vai declinando.
Entende-se aqui como criatividade a capacidade de questionar e recriar "respostas" para as situações com que nos deparamos.
A criatividade ao longo do desenvolvimento humano passa por uma decrescência natural à "medida que se desenvolvem os mecanismos neuronais de autocontrole necessários à vida social, afetiva e intelectual."
No entanto a escola, na maior parte dos casos, supervaloriza esse autocontrole em suas práticas, colaborando na formação de sujeitos apáticos, pouco críticos e facilmente controláveis.
E deveria ser exatamente o oposto, o papel da escola na contemporaneidade. Ajudar a formar sujeitos autônomos capazes de participar da sociedade não apenas de maneira crítica, mas capazes de construir novas soluções para os desafios que as transformações do mundo nos trazem: (novos-velhos desafios: promover igualdade, sustentabilidade, solidariedade e respeito).
Desafiar o cérebro, surpreendê-lo e subverter a lógica linear a partir de um olhar e pensamento divergente sobre os problemas é o caminho mais indicado para transformar uma escola em um espaço criativo, segundos os estudos recentes das Neurociências (Jau K; Benedek; Neubauer, 2012)
Referências:
JAUK E; BENEDEK M; DUNST B; NEUBAUER AC. The relationship between inteligence and the ativity: new sopport the threshold hypothesis by means of empirical breakpoint detection intelligence 41, n°4; p. 212-221 http:??doi.org?10,1016?j.inle? 2013.03.003
LEHRER. J. Imagine: How creativity works. New York. Hougton Mifitin
Olá Rosangela.
ResponderExcluirbastante interessante pensarmos sobre a importância da criatividade nos processos de aprendizagem e também qual o papel da escola na ampliação ou redução dessa criatividade. O que acontece com o aluno no espaço escolar e o que a escola faz com a sua criatividade e curiosidade? São reflexões que devemos fazer para podermos pensar uma escola transformadora.
Abraços
Márcio Malavolta