segunda-feira, 6 de março de 2017

Conflitos na Educação

   Conflito pode ser definido como "a convergência de forças de sentidos opostos e igual intensidade que surge quando existe atração por duas valências positivas, mas opostas." (Kurt Lewn)
   É cada vez mais comum ouvirmos relatos de situações de conflito em nossas escolas, justificar os maus resultados na aprendizagem por esses conflitos, se discutir e estudar como acabar com eles.
   Pessoalmente, tenho uma ideia um pouco divergente com relação a maneira como a maioria de meus colegas pensam sobre eles. Não acho que eles sejam todos negativos e que devam ser "combatidos".
   Não quero aqui defender a violência, nem incentivar o desrespeito. Mas, se todos concordamos que a educação em nosso país vai de mal a pior, talvez sejam os conflitos os motivadores para se buscar transformações.
   Penso serem a violência, a agressividade, o desinteresse, não causas, mas sintomas de um sistema educacional que não responde anseios e necessidades daqueles que são sua razão de existir.
   Temos, na teoria, uma escola democrática, inclusiva e participativa. É fato que o Brasil está atingindo a universalização do acesso às escolas. Mas, quando estão na escola, que garante que a democracia da aprendizagem, a inclusão dos diferentes no processo e a participação nas decisões sobre o processo.
   Talvez, sejam necessários os conflitos para nos darmos conta que garantir o acesso das crianças na escola, não é suficiente. É necessário uma escola onde todos aprendam com qualidade, sejam respeitados e possam construir sua própria história com dignidade.
   Uma escola silenciosa, onde todos concordam com as mesmas coisas, onde não há divergência, onde não ocorrem conflitos não é, definitivamente, um espaço de seres humanos.

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