De acordo com Vergaund "campo conceitual é um conjunto informal e heterogêneo de problemas, situações, conceitos relações, estruturas, conteúdos e operações de pensamento, conectados uns aos outro e, provavelmente entrelaçados durante o processo de aquisição" (1988, p.141). Ou ainda: "Campo conceitual é, em primeiro lugar, um conjunto de situações cujo domínio requer, por sua vez, o domínio de vário conceitos, procedimentos e representações de naturezas distintas." (1990, p.146)
Sendo assim "um conceito torna-se significativo através de uma variedade de situações" (1994, p.46), "mas o sentido não está nas situações em si mesmas, assim como não está nas palavras nem nos símbolos" (1990, p.158). "O sentido é uma relação do sujeito com relações e significantes." (1990, p.158)
A teoria de Vergnaud se aplica principalmente a educação da matemática onde focou seus estudos aos campos conceituais das estruturas aditivas e multiplicativas.
Uma visão importante de Vergnaud sobre a Educação Matemática é que esta tem lugar dentro de uma certa sociedade, instituição e numa certa sala de aula. As representações matemáticas dos estudantes diferem das de seus professores, bem como as representações entre os professores vêem o ensino da matemática e da sociedade. As competências com um grande número de situações, tanto dentro quanto fora da escola. Quando defrontadas com uma nova situação eles usam o conhecimento desenvolvido através de experiências em situações anteriores e tentam adaptá-la a esta nova situação. Portanto, a aquisição de conhecimentos se dá, em geral, por meio de situações e problemas com os quais os alunos tem alguma familiaridade.
Referências
Vergaud, G. (1998). Multiplicative structures. In Hiebert, H, and Behr, M (Eds). Research Agenda in Mathematics Education. Number Conceps and Operations in the Middle Grades. Hillsdale, N.J.: Lawrence Erlbaum. pp. 141-161
Vergaud, G. (1990). La théorie des champs conceptuels. Recherches en Didactique des Mathématiques, 10 (23): 133-170
Vergaud, G. (1994). Multiplicative conceptual field: what and why? In Guershon, H. and Confrey, J. (1994). (Eds) the develompment of multiplicative reasoning in the learning of mathematics. Albany, N.Y.: State University of New York Press. pp. 41-59
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