A
leitura do texto “Alfabetização e a pedagogia”, de Henry Girour provocou-me
mais algumas reflexões à cerca das ideia que envolvem os conceitos de
alfabetização funcional e alfabetização crítica.
“Entendendo que alfabetização
crítica está dialeticamente relacionada às ideias de Paulo Freire de leitura da
palavra e do mundo, necessariamente também está ligada à auto-escrita e (re) escrita
do mundo”.
Para mim esta ideia está implícita
quando o autor afirma que alfabetizar é mais do que se apropriar de suas
histórias. É preciso que cada um vincule suas histórias à possibilidade de
construção de uma sociedade verdadeiramente democrática.
Nesse contexto, mais do que
erradicar o analfabetismo funcional, a alfabetização crítica traz consigo o
imperativo de se conhecer as relações de poder e conhecimento que produzem essa
massa analfabeta e, à partir delas (re) construir novas relações de respeito e
empowrement político destes.
E, para o desenvolvimento dessa
alfabetização crítica, é necessário uma pedagogia radical onde é preciso:
Ø Compreender o currículo representativo do modelo de
homem e sociedade que se quer construir e, a partir de sua reconstrução, pode
possibilitar formas de transformação e empoderamento destes;
Ø Se desenvolver condições pedagógicas que possam
ouvir e legitimar as diversas vezes dos alunos;
Ø Promover o diálogo crítico e respeitoso entre as
diversas vezes que constituem o espaço pedagógico para desenvolver formas de
solidariedade enraizadas nos princípios de confiança e compartilhamento e num
compromisso com a melhoria da qualidade de vida humana.
A pedagogia radical não pode se desvirtuar dos
princípios éticos que promovam o comprometimento individual e social na
construção de uma comunidade emancipadora.
Não se trata pura e simplesmente de alfabetizar os
analfabetos, mas de se construir uma educação onde não apenas se passe pela
escola, mas que se construa nela possibilidades de libertação das relações
opressoras e empowerment cultural político e humano.
Referências:
FREIRE, Paulo; Pedagogia da Autonomia: saberes
necessários à prática educativa. São Paulo, Paz e Terra, 1996;
MACEDO, Lino de. O construtivismo e sua função
educacional. Educação e Realidade. Porto Alegre, P. 25-31. 01 jun 1993.
Olá colega Rosangela! Meu nome é Antonia. Vou passar a comentar suas postagens.
ResponderExcluirMuito interessante sua postagem! Dialogastes bem sua escrita com os autores estudado e colocastes a referência.
Como pode articular sua escrita com pratica?