domingo, 17 de julho de 2016

LIBRAS e cultura surda

  As aulas de LIBRAS no curso de Pedagogia foram daquelas que conseguem desestabilizar os conceitos que temos sobre um grupo social, com o qual temos pouco ou quase nenhum contato.
  Como a maioria das pessoas, eu via os surdos como deficientes: pessoas que, por sua limitação, são privados de possibilidades de aprendizagens que nós - ditos "normais" - temos. Achava que valia se utilizar de qualquer recurso técnico científico para trazê-los ao nosso mundo, e que o uso de LIBRAS era apenas um recurso para adaptá-los ao "mundo ouvinte".
  Aprendi que estava enganada. Ser surdo não significa ser limitado. Significa ser capaz de conhecer o mundo e interagir com ele de uma outra maneira, tão rica de possibilidades como as que nós, ouvintes, temos.
  LIBRAS também não é apenas um recurso de adaptação. É uma língua que permite a esse grupo interagir, aprender, ensinar e produzir sua cultura.
  Estou aprendendo a olhar diferente: me libertar dos preconceitos e reaprender a ver o surdo, não como incapaz, mas como alguém que consegue viver em meio a uma cultura que não é a sua, mas assim mesmo convive, supera os desafios e luta pelo direito de se expressar sem precisar deixar de ser quem são.

Um comentário:

  1. Rosangela!
    Você trouxe ótimas reflexões no findar desse semestre.
    Como você disse "Libras produz cultura!"
    Que bom que muitas desconstruções ocorreram...

    Siga compartilhando!
    Tutor@ Isolete

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