As aulas de LIBRAS no curso de Pedagogia foram daquelas que conseguem desestabilizar os conceitos que temos sobre um grupo social, com o qual temos pouco ou quase nenhum contato.
Como a maioria das pessoas, eu via os surdos como deficientes: pessoas que, por sua limitação, são privados de possibilidades de aprendizagens que nós - ditos "normais" - temos. Achava que valia se utilizar de qualquer recurso técnico científico para trazê-los ao nosso mundo, e que o uso de LIBRAS era apenas um recurso para adaptá-los ao "mundo ouvinte".
Aprendi que estava enganada. Ser surdo não significa ser limitado. Significa ser capaz de conhecer o mundo e interagir com ele de uma outra maneira, tão rica de possibilidades como as que nós, ouvintes, temos.
LIBRAS também não é apenas um recurso de adaptação. É uma língua que permite a esse grupo interagir, aprender, ensinar e produzir sua cultura.
Estou aprendendo a olhar diferente: me libertar dos preconceitos e reaprender a ver o surdo, não como incapaz, mas como alguém que consegue viver em meio a uma cultura que não é a sua, mas assim mesmo convive, supera os desafios e luta pelo direito de se expressar sem precisar deixar de ser quem são.
Rosangela!
ResponderExcluirVocê trouxe ótimas reflexões no findar desse semestre.
Como você disse "Libras produz cultura!"
Que bom que muitas desconstruções ocorreram...
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Tutor@ Isolete